INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL
- Eduardo Almeida
- 19 de nov. de 2024
- 13 min de leitura
Atualizado: 9 de jul. de 2025
A inteligĂȘncia de quem sabe ser e fazer a diferença
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SERĂ QUE REALMENTE SOMOS INTELIGENTES?
Apesar de tudo o que sabemos sobre inteligĂȘncia emocional, comunicação nĂŁo violenta, liderança, psicologia, coaching e outros temas que abordam as questĂ”es comportamentais, vemos claramente um agravamento de inĂșmeros problemas nos relacionamentos humanos, entre os quais podemos citar:
A alienação digital;
A cultura do cancelamento;
O vitimismo;
A inabilidade para conciliar opiniÔes e diferenças;
A explosĂŁo da ansiedade e depressĂŁo como verdadeiras pandemias;
O aumento drĂĄstico da obesidade;
O fim da instituição da famĂlia e do casamento;
O endividamento coletivo;
A crise ambiental;
A falta de engajamento com o trabalho;
A vida sem propĂłsito.
Isso para citar apenas os problemas mais Ăłbvios.
Mas, se tivéssemos que encontrar um ponto em comum entre todas estas situaçÔes, um elemento que sustenta todas essas crises, qual seria este denominador? Ao contrårio do que muitos pensam e do que durante muito tempo se preconizou, não é o CONHECIMENTO que muda o jogo.
O fator crĂtico Ă© O COMPORTAMENTO HUMANO!
Posso afirmar, com total segurança, que este Ă© o fator mais importante para o sucesso ou fracasso de qualquer ĂĄrea em sua vida, empresa, saĂșde e relacionamentos. Fora todas as estatĂsticas que poderia apresentar, todos os dias sou chamado por lĂderes, RHs e empresas para ajudar a resolver problemas criados por profissionais que tĂȘm ampla experiĂȘncia de mercado e formação nas melhores universidades e MBAs do Brasil. E, em 100% dos casos, a origem destes problemas Ă© COMPORTAMENTAL.
Tecnicamente sĂŁo consistentes e muitas vezes sĂŁo atĂ© referĂȘncias dentro de suas ĂĄreas de formação. Mas quando o assunto Ă© saber lidar com EMOĂĂES, PESSOAS e DIFERENĂAS, a histĂłria Ă© bem diferente.
Por isso, Ă© importante entender por que a INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL precisa surgir como a resposta para mudar este cenĂĄrio - formando pessoas que agem de forma consistente e alinhada com seus valores e crenças, gerando valor para o mundo em que estĂŁo inseridas.
INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL â O QUE Ă ISSO?
Em meio a tantos modismos e ânovas tĂ©cnicasâ sempre surge alguĂ©m com mais uma novidade. AĂ vocĂȘ pode se perguntar se essa tal de âinteligĂȘncia comportamentalâ nĂŁo Ă© apenas mais um nome bonito para conceitos antigos, como, por exemplo, a inteligĂȘncia emocional.
Na verdade Ă© importante entender que, apesar de ter em suas bases tambĂ©m a inteligĂȘncia emocional, a inteligĂȘncia comportamental vai alĂ©m - pois nĂŁo fala apenas das emoçÔes e sentimentos, mas principalmente dos PADRĂES COMPORTAMENTAIS que determinam os resultados que obtemos em nossas vidas.
Desta forma, se por definição a inteligĂȘncia emocional Ă© para Daniel Goleman, âa capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficazâ, a inteligĂȘncia comportamental Ă© a âcapacidade de moldar os prĂłprios comportamentos, permitindo que os mesmos estejam em sintonia com nossos valores, crenças e objetivos, promovendo resultados saudĂĄveis e sustentĂĄveisâ.
Por isso, a inteligĂȘncia comportamental leva em conta SENTIMENTOS, PENSAMENTOS, VALORES, CONTEXTO E COMPORTAMENTOS, acreditando que nossa forma de agir precisa compreender todos estes aspectos e se adaptar sempre ao cenĂĄrio em que estamos inseridos.
Os americanos tĂȘm uma expressĂŁo fantĂĄstica que pode ser a definição do que Ă© a INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL: "WALK THE TALK". Esta expressĂŁo implica em se viver e ser o que se diz, criando um elevado nĂvel de congruĂȘncia entre FALAS, AĂĂES, VALORES E SENTIMENTOS.
Portanto, pessoas com elevada inteligĂȘncia comportamental, sĂŁo aquelas que nĂŁo apenas sabem ou dominam teorias sobre um assunto (cultos), mas conseguem viver e aplicar efetivamente o que sabem, algo que chamamos de SABEDORIA. Neste caso, suas vidas sĂŁo muito prĂłximas a seus discursos e a pessoa que âsobe no palcoâ para falar ou palestrar Ă© igual Ă quela que se apresenta em sua vida Ăntima.
InteligĂȘncia comportamental pode ser tambĂ©m denominada de INTELIGĂNCIA ADAPTATIVA - pois a adaptabilidade Ă© uma das principais virtudes de quem Ă© comportamentalmente inteligente - jĂĄ que a forma como vamos nos comportar depende sempre das variĂĄveis e situaçÔes que se apresentam.
Neste sentido, a importĂąncia dessa inteligĂȘncia pode ser entendida em um mundo no qual, apesar de tudo o que sabemos, temos observado um elevado grau de rigidez psicolĂłgica, perceptĂvel no nĂvel de desgastes que ocorrem entre pessoas que tĂȘm diferentes opiniĂ”es sobre o mesmo assunto. Sabe aquela histĂłria de querer ter razĂŁo ou ser feliz?
Pois Ă©, pessoas com alta inteligĂȘncia comportamental sĂŁo aquelas que pertencem ao segundo grupo, compreendendo que estar certo nem sempre significa ser feliz ou conseguir que se chegue a uma solução inteligente e saudĂĄvel para um problema. No centro de suas escolhas estĂĄ um altĂssimo nĂvel de autoconhecimento e clareza sobre os valores que determinam suas atitudes.
QUAIS SĂO OS BENEFĂCIOS DA INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL?
Quem diria que depois de mais de quarenta anos do fim da guerra fria voltarĂamos a ver um novo cenĂĄrio de possĂvel guerra mundial em nĂvel atĂŽmico, promovido por lĂderes e potĂȘncias mundiais que colocam seus interesses mesquinhos acima do bem comum?
E, se isso Ă© verdade em cenĂĄrio mundial, a cena se repete em famĂlias e empresas, mudando apenas as dimensĂ”es que determinam os impactos desse conflito. Todavia, a mentalidade por trĂĄs dos conflitos globais Ă© muito similar aos que sĂŁo vividos em separaçÔes que destroem famĂlias e conflitos em ambiente de trabalho e entre sĂłcios.
Em todas elas vemos os mesmos fatores centrais: FALTA DE FLEXIBILIDADE COGNITIVAÂ e a INABILIDADE PARA PERCEBER OS PRĂPRIOS COMPORTAMENTOS. Todas as vezes que um conflito se deflagra, no centro dele temos pessoas que tĂȘm a certeza de que estĂŁo certas em seus argumentos e comportamentos, tratando o outro grupo como o responsĂĄvel por todo o problema.
Neste caso, Ă© perceptĂvel a presença de duas grandes inabilidades:
Perceber a si mesmo â sabendo avaliar suas emoçÔes, gatilhos, crenças e valores, bem como as motivaçÔes mais profundas que estĂŁo no centro de nossos padrĂ”es comportamentais;
Se adaptar ao contexto â pessoas com baixa inteligĂȘncia comportamental tendem a ver a vida de forma maniqueĂsta, propondo que sempre existe uma resposta baseada em "sim e nĂŁo", "certo e errado" - acreditando que fazem parte do que Ă© certo, belo e justo. Ao pensarem e agirem assim, nĂŁo sĂŁo aptas a construir alternativas e soluçÔes para os problemas que vivem, apresentando comportamentos rĂgidos e disfuncionais.

Devido Ă falta de INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL, em minhas dĂ©cadas de atuação no mercado corporativo encontrei um padrĂŁo comportamental curioso e que se repete, em algo similar com o que aconteceu com PARETO. Nas empresas, quando vivenciamos um problema, Ă© observĂĄvel que:
100% dos que criam um problema nĂŁo apresentam possĂveis soluçÔes para o problema que criaram;
70% dos que se deparam com o problema não trazem nenhum tipo de contribuição para a sua solução;
20% são as pessoas que apresentam soluçÔes para os problemas observados;
apenas 10% sĂŁo os que nĂŁo apenas resolvem os problemas, mas encontram OPORTUNIDADES OCULTAS nestes problemas.
Ou seja, apenas 10% das pessoas efetivamente apresentam traços de elevada inteligĂȘncia comportamental, sabendo se adaptar ao cenĂĄrio e procurar alternativas e respostas mais ricas para os problemas que sĂŁo enfrentados.
Em um mundo no qual nosso valor deixa de estar nas respostas prontas que temos e passa a se focar em nossa capacidade de fazer perguntas que ainda nĂŁo foram feitas e responder a novos problemas e cenĂĄrios que surgem, a inteligĂȘncia comportamental passa a ser fator chave do sucesso de qualquer empresa ou profissional.
Vivemos em um mundo âBANIâ (Brittle: FrĂĄgil, Anxious: Ansioso, Non-linear: NĂŁo linear, Incomprehensible: IncompreensĂvel) e neste tipo de sociedade, a adaptabilidade passa a ser fator tĂŁo crĂtico quanto foi na era permiana, quando uma grande extinção em massa aconteceu para todas as espĂ©cies que nĂŁo conseguiram se adaptar.
O segundo benefĂcio claro da ampliação de nossa inteligĂȘncia comportamental estĂĄ na capacidade de vivermos o que cremos, tendo crenças saudĂĄveis como base de nossa visĂŁo da vida e relacionamentos. Os paĂses com maior Ăndice de felicidade e bem-estar do mundo - assim como os maiores Ăndices de desenvolvimento humano - tĂȘm em comum um ponto: a capacidade de suas populaçÔes de viverem valores sĂłlidos e orientados ao bem comum.
Uma vez perguntei a um dinamarquĂȘs se as pessoas nĂŁo furavam o metrĂŽ ou pegavam comida nas feiras sem pagar, jĂĄ que nĂŁo existe ninguĂ©m fiscalizando.
E a resposta que tive, bastante desconcertante por sinal, foi: "Nunca faça essa pergunta para um dinamarquĂȘs, pois ela nos parece ofensiva". Ou seja, para eles, apesar de ser Ăłbvio que poderiam fazer o errado, parece ofensivo sequer pensar desta forma.
Hoje, em paĂses desenvolvidos como os Estados Unidos, vemos um fator preocupante acontecendo, tanto no que diz respeito Ă segurança pĂșblica quando aos Ăndices de saĂșde e bem-estar de sua população. Atualmente, 60% da população americana estĂĄ com forte sobrepeso e 40% Ă© efetivamente obesa.
Vimos tambĂ©m o aumento exponencial do uso da maconha, principalmente na California, gerando um crescimento alarmante de problemas de saĂșde mental entre os jovens e a fragilização moral de uma geração inteira.Â
Apesar dos EUA serem hoje o paĂs mais rico do mundo, estĂĄ clara a decadĂȘncia de seus valores e estilo de vida - que preconiza o individualismo, o hedonismo e o consumo como a resposta para a vida.
Neste cenĂĄrio, temos uma população que estĂĄ deteriorando e um paĂs que apresenta claros traços de desestruturação econĂŽmica e social - algo que, em mĂ©dio prazo, serĂĄ a base de sua derrocada. AĂ entendemos a diferença entre ser, ter e viver.
Os EUA Ă© um paĂs com forte capacidade de gerar riqueza, mas nĂŁo os valores que formaram suas bases hoje praticamente jĂĄ nĂŁo existem mais, promovendo crenças e comportamentos completamente disfuncionais em sua população. Neste sentido, ter INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL Ă© saber fazer escolhas e renĂșncias, sempre levando em conta as consequĂȘncias de nossos comportamentos para nossas vidas, relacionamentos, pessoas que amamos e a sociedade.
Como diria o pai da filosofia taoĂsta Lao TsĂ©, âsaber e nĂŁo fazer, ainda nĂŁo Ă© saberâ, pois o verdadeiro saber se apresenta na forma como agimos e nĂŁo no que dizemos. Em um mundo repleto de estĂmulos para o excesso, com ausĂȘncia de valores sĂłlidos, com abundĂąncia de conhecimento e informação, serĂĄ que nĂŁo estĂĄ na hora de aprendermos a ESCOLHER COM SABEDORIA e VIVER NOSSAS ESCOLHAS?
QUAIS SĂO AS BASES DA INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL?
Falar em comportamento implica necessariamente se voltar para as linhas de psicologia que estudaram, por mais de cem anos, este tema. Naturalmente vamos encontrar a origem deste assunto nos estudos de Watson e Skinner, com suas diferentes abordagens do conceito chamado behaviorismo.
O behaviorismo é uma teoria fundamentada na observação do comportamento, tambĂ©m conhecida como comportamentalismo ou psicologia comportamental, desenvolvida nos EUA no inĂcio do sĂ©culo XX. Sua principal premissa Ă© de que o comportamento resulta das experiĂȘncias vivenciadas e dos condicionamentos adquiridos ao longo do tempo. apresentando uma metodologia objetiva e cientĂfica com comprovação experimental.
Diferentemente da psicanålise, não se propÔe a lidar com conceitos subjetivos como emoçÔes e sentimentos. Tornou-se bastante difundido através do trabalho dos psicólogos
John Broadus Watson (behaviorismo clåssico) e Burrhus Frederic Skinner (behaviorismo radical).
PorĂ©m, ainda que importante para entender o comportamento e sua base fisiolĂłgica, o behaviorismo peca por um olhar muito mecĂąnico do ser humano, sendo bastante insensĂvel para a condição humana em toda a sua complexidade. Percebendo essa limitação, surgiriam outras linhas na psicologia que levariam o conceito de comportamento para um outro nĂvel - sendo os principais estudiosos dessa nova abordagem os psicĂłlogos Aaron Beck e Albert Ellis.
Aaron Beck Ă© considerado o "o pai da terapia cognitivo comportamental" - que consiste em intervençÔes que tĂȘm por objetivo a reestruturação cognitiva sobre emoçÔes e comportamentos, ou seja, a compreensĂŁo de quais situaçÔes/experiĂȘncias geraram padrĂ”es comportamentais e como reinterpretĂĄ-las, aprendendo a lidar com emoçÔes e pensamentos negativos, ressignificando situaçÔes e eventos bem especĂficos.
Assim, a INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL busca entender como reagimos frente aos estĂmulos, promovendo respostas mais inteligentes e menos programadas. Ou seja, amplia nossa capacidade de reconhecermos os padrĂ”es que hoje atuam, as crenças que estĂŁo em sua base, os gatilhos que deflagram o comportamento, os estados emocionais que sĂŁo gerados, permitindo assim que possamos mudar nossa forma de atuar quando enfrentamos cenĂĄrios que hoje nos roubam potencial e geram comportamentos disfuncionais e tĂłxicos.
Para Aaron Beck, devemos estudar nossos padrĂ”es comportamentais partindo de alguns princĂpios, dentre eles a TRĂADE COGNITIVA:

Estas trĂȘs visĂ”es fomentam um sistema de crenças chamado de as TRĂS CRENĂAS CENTRAIS:
DESAMOR: é, basicamente, a sensação de nĂŁo se sentir amado, nĂŁo ser merecedor de afeto. Geralmente Ă© acompanhado de sentimentos de solidĂŁo, rejeição e desconexĂŁo emocional - o que pode criar dificuldades para se abrir a relacionamentos mais Ăntimos e profundos;
DESVALOR: estĂĄ diretamente relacionada à falta de autoestima e autoconfiança, gerando sentimentos de inadequação, insuficiĂȘncia ou incompetĂȘncia - o que faz com que a pessoa busque constantemente a validação externa, sinta-se inferiorizada com frequĂȘncia e/ou torne-se um perfeccionista.
DESAMPARO: essa crença tem por caracterĂstica a sensação de impotĂȘncia diante da vida e dos seus desafios, como se o controle de sua prĂłpria existĂȘncia estivesse fora de seu alcance (locus externo). O resultado pode ser dificuldade na resolução de problemas e tomada de decisĂ”es, tendĂȘncia ao vitimismo e conformidade exacerbada.
Quando tudo isso se junta, temos o chamado CICLO COMPORTAMENTAL: PENSAMENTO, SENTIMENTOÂ e COMPORTAMENTO (AĂĂO).
PENSAMENTO - como representamos mentalmente as informaçÔes;Â
SENTIMENTO - é atrelado ao pensamento e, a partir dele gera sensaçÔes;
AĂĂO - gerada com base nos sentimentos, Ă© o resultado final do ciclo e o ponto de partida que vai gerar novos pensamentos.
Estes trĂȘs sĂŁo interligados e interdependentes, ou seja, formam um ciclo em que um leva ao outro e, juntos, determinam comportamentos, açÔes e maneiras de se relacionar.
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Como os pensamentos tendem a seguir um padrão - e padrÔes podem ser trabalhados e modificados - trabalhar nesse sentido é uma das formas mais eficazes para obter melhores resultados na vida em geral, pois ao modificar os padrÔes de pensamento o resultado final é a modificação de todo o seu MODELO MENTAL (MINDSET).
OUTRAS INFLUĂNCIAS NO ESTUDO DA INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL
AlĂ©m da escola COGNITIVO COMPORTAMENTAL, a inteligĂȘncia comportamental vai buscar suas bases na PNL â PROGRAMAĂĂO NEUROLINGUĂSTICA, na PSICOLOGIA POSITIVA e na PSICOLOGIA EXISTENCIAL.
SĂł que, diferente das abordagens clĂnicas, a inteligĂȘncia comportamental nĂŁo tem por objetivo âtratar ou curarâ patologias e problemas psicolĂłgicos, mas sim desenvolver HABILIDADES COMPORTAMENTAIS QUE PROMOVAM O GANHO DE PERFORMANCE PARA A VIDA.
Ou seja, ela Ă© orientada para aprimorar nossa forma de agirmos em nossas relaçÔes ao invĂ©s de tentar resolver os enormes problemas criados por uma vida com baixa inteligĂȘncia comportamental. Segundo os estudos de Martin Seligman na psicologia positiva, ficou claro que nestes cem anos de psicologia, o foco foi muito mais orientado para a patologia e a correção de problemas da mente humana, do que no DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL.
Portanto, a INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL surge com um objetivo claro e muito bem definido: utilizar todo esse entendimento sobre a psique, fisiologia e comportamento humano para propor uma metodologia de desenvolvimento humano integral. Ela visa permitir que cada pessoa possa entender e modelar seus comportamentos para perseguir e sustentar os melhores resultados em sua vida, relacionamentos e carreira.
Afinal, quem consegue entender a si mesmo e transformar seus comportamentos tem em suas mĂŁos a chave para abrir todas as portas do mundo. Isso Ă© o que aprendemos observando a vida dos maiores lĂderes, atletas, artistas e seres humanos que nos inspiram com seus resultados que sĂŁo, sem exceção, fruto de seus comportamentos.
COMO DESENVOLVER INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL?
A regra Ă© clara desde o tempo do filĂłsofo SĂłcrates: âconhece-te a ti mesmo e conhecerĂĄs o universo e os deusesâ. Esse "conhece-te" Ă© redundante e criticado por filĂłsofos como Leandro Carnal pois, em sua visĂŁo, o certo seria âconhece a ti mesmoâ.
PorĂ©m, o sentido oculto traduz a ideia da necessidade de uma metodologia para âconhecer-seâ, sabendo como analisar quem se Ă© e, por meio deste trabalho, alcançar o impossĂvel.
E aqui estĂĄ a resposta para a questĂŁo "COMO DESENVOLVER INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL"?
Ă importante frisar que sim, Ă© possĂvel se tornar comportamentalmente inteligente desenvolvendo comportamentos mais assertivos, seguros e equilibrados. AliĂĄs, esta foi a tese proposta pelo psicĂłlogo Skinner, que teve Ăłtimos resultados na transformação do comportamento de jovens delinquentes, ao promover o autoconhecimento e o estĂmulo positivo para a mudança comportamental.
Skinner percebeu que a recompensa e o reconhecimento da melhoria sĂŁo muito superiores aos estĂmulos punitivos. PorĂ©m, o seu trabalho lembra muito o de âadestramentoâ - jĂĄ que nĂŁo envolve o ponto mais importante que sustenta essa transformação que Ă©, para a inteligĂȘncia comportamental, o AUTOCONHECIMENTO.
Somente quem se conhece em profundidade pode entender quem Ă©, como tende a agir frente aos desafios e estĂmulos da vida, sabendo como transformar a maneira como age, libertando-se das amarras dos condicionamentos nocivos.
Infelizmente, no mundo atual, menos de 10% das pessoas tĂȘm tal nĂvel de autoconhecimento, sendo fortemente suscetĂveis Ă ação de padrĂ”es comportamentais disfuncionais e tĂłxicos. Neste sentido, o trabalho proposto pelos psicĂłlogos Joseph Luft e Harrington Ingham em sua JANELA DE JOHARI, Ă© o inĂcio de todo o processo.
A Janela de Johari Ă© uma ferramenta de autoconhecimento e comunicação interpessoal que permite visualizar a percepção que as pessoas tĂȘm de si mesmas e a forma como os outros as veem. à representada por um quadro dividido em quatro quadrantes, que sĂŁo definidos a partir da intersecção de dois eixos:

O eixo horizontal divide-se em dois quadrantes, um para o que é conhecido e outro para o que é desconhecido pela pessoa.
O eixo vertical tambĂ©m se divide em dois quadrantes, mas estĂĄ relacionado com a visĂŁo do grupo (os outros), ou seja, o que Ă© reconhecido e desconhecido pelo grupo sobre a pessoa.Â
A partir da anĂĄlise das respostas da Janela de Johari, Ă© possĂvel entender a imagem que os outros tĂȘm de vocĂȘ e o que gostaria de mudar. Quando olhamos a Janela de Johari de uma pessoa com alta INTELIGĂNCIA COMPORTAMENTAL, vemos a ĂĄrea aberta (eu ABERTO ou arena) fortemente expandida - jĂĄ que ela consegue facilmente identificar seus pontos cegos, ĂĄreas ocultas e tem pouca resistĂȘncia a trabalhar novas habilidades ou desafios.
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Entre as tĂ©cnicas e ferramentas que vocĂȘ irĂĄ aprender estĂŁo:
PERFIL COMPORTAMENTAL DNA PERSONA;
MBTI;
SABOTADORES COMPORTAMENTAIS;
TESTE DE VALORES PESSOAIS (VIA);
TESTE DE FORĂAS PESSOAIS (HIGH 5);
TESTE DE MĂLTIPLAS INTELIGĂNCIAS;
TESTE DE PERFIL DE CARREIRA HOLLAND;
PROPĂSITO DE VIDA (IKIGAI);
PERFIL DE LIDERANĂA;
ARQUĂTIPO DE FALA;
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Ă introdutor da filosofia IKIGAI no Brasil e a maior autoridade do assunto em nosso paĂs. Especialista em educação corporativa, com ĂȘnfase nos temas da inteligĂȘncia e educação comportamental, inteligĂȘncia emocional e autoconhecimento aplicado.
Atua por meio de palestras, workshops, team building, cursos de formação, mentoria e coaching comportamental, sendo o criador da escola de REEDUCAĂĂO EMOCIONAL COMPORTAMENTAL.


