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INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL

Atualizado: 9 de jul. de 2025

A inteligĂȘncia de quem sabe ser e fazer a diferença

 


Palestrante Eduardo Almeida e o texto Masterclass Propósito Estratégico


SERÁ QUE REALMENTE SOMOS INTELIGENTES?


Apesar de tudo o que sabemos sobre inteligĂȘncia emocional, comunicação nĂŁo violenta, liderança, psicologia, coaching e outros temas que abordam as questĂ”es comportamentais, vemos claramente um agravamento de inĂșmeros problemas nos relacionamentos humanos, entre os quais podemos citar:

  • A alienação digital;

  • A cultura do cancelamento;

  • O vitimismo;

  • A inabilidade para conciliar opiniĂ”es e diferenças;

  • A explosĂŁo da ansiedade e depressĂŁo como verdadeiras pandemias;

  • O aumento drĂĄstico da obesidade;

  • O fim da instituição da famĂ­lia e do casamento;

  • O endividamento coletivo;

  • A crise ambiental;

  • A falta de engajamento com o trabalho;

  • A vida sem propĂłsito.

Isso para citar apenas os problemas mais Ăłbvios.


Mas, se tivéssemos que encontrar um ponto em comum entre todas estas situaçÔes, um elemento que sustenta todas essas crises, qual seria este denominador? Ao contrårio do que muitos pensam e do que durante muito tempo se preconizou, não é o CONHECIMENTO que muda o jogo.


O fator crĂ­tico Ă© O COMPORTAMENTO HUMANO!


Posso afirmar, com total segurança, que este Ă© o fator mais importante para o sucesso ou fracasso de qualquer ĂĄrea em sua vida, empresa, saĂșde e relacionamentos. Fora todas as estatĂ­sticas que poderia apresentar, todos os dias sou chamado por lĂ­deres, RHs e empresas para ajudar a resolver problemas criados por profissionais que tĂȘm ampla experiĂȘncia de mercado e formação nas melhores universidades e MBAs do Brasil. E, em 100% dos casos, a origem destes problemas Ă© COMPORTAMENTAL.


Tecnicamente sĂŁo consistentes e muitas vezes sĂŁo atĂ© referĂȘncias dentro de suas ĂĄreas de formação. Mas quando o assunto Ă© saber lidar com EMOÇÕES, PESSOAS e DIFERENÇAS, a histĂłria Ă© bem diferente.


Por isso, Ă© importante entender por que a INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL precisa surgir como a resposta para mudar este cenĂĄrio - formando pessoas que agem de forma consistente e alinhada com seus valores e crenças, gerando valor para o mundo em que estĂŁo inseridas.



INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL – O QUE É ISSO?

Em meio a tantos modismos e “novas tĂ©cnicas” sempre surge alguĂ©m com mais uma novidade. AĂ­ vocĂȘ pode se perguntar se essa tal de “inteligĂȘncia comportamental” nĂŁo Ă© apenas mais um nome bonito para conceitos antigos, como, por exemplo, a inteligĂȘncia emocional.


Na verdade Ă© importante entender que, apesar de ter em suas bases tambĂ©m a inteligĂȘncia emocional, a inteligĂȘncia comportamental vai alĂ©m - pois nĂŁo fala apenas das emoçÔes e sentimentos, mas principalmente dos PADRÕES COMPORTAMENTAIS que determinam os resultados que obtemos em nossas vidas.


Desta forma, se por definição a inteligĂȘncia emocional Ă© para Daniel Goleman, “a capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficaz”, a inteligĂȘncia comportamental Ă© a “capacidade de moldar os prĂłprios comportamentos, permitindo que os mesmos estejam em sintonia com nossos valores, crenças e objetivos, promovendo resultados saudĂĄveis e sustentĂĄveis”.


Por isso, a inteligĂȘncia comportamental leva em conta SENTIMENTOS, PENSAMENTOS, VALORES, CONTEXTO E COMPORTAMENTOS, acreditando que nossa forma de agir precisa compreender todos estes aspectos e se adaptar sempre ao cenĂĄrio em que estamos inseridos.


Os americanos tĂȘm uma expressĂŁo fantĂĄstica que pode ser a definição do que Ă© a INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL: "WALK THE TALK". Esta expressĂŁo implica em se viver e ser o que se diz, criando um elevado nĂ­vel de congruĂȘncia entre FALAS, AÇÕES, VALORES E SENTIMENTOS.


Portanto, pessoas com elevada inteligĂȘncia comportamental, sĂŁo aquelas que nĂŁo apenas sabem ou dominam teorias sobre um assunto (cultos), mas conseguem viver e aplicar efetivamente o que sabem, algo que chamamos de SABEDORIA. Neste caso, suas vidas sĂŁo muito prĂłximas a seus discursos e a pessoa que “sobe no palco” para falar ou palestrar Ă© igual Ă quela que se apresenta em sua vida Ă­ntima.


InteligĂȘncia comportamental pode ser tambĂ©m denominada de INTELIGÊNCIA ADAPTATIVA - pois a adaptabilidade Ă© uma das principais virtudes de quem Ă© comportamentalmente inteligente - jĂĄ que a forma como vamos nos comportar depende sempre das variĂĄveis e situaçÔes que se apresentam.


Neste sentido, a importĂąncia dessa inteligĂȘncia pode ser entendida em um mundo no qual, apesar de tudo o que sabemos, temos observado um elevado grau de rigidez psicolĂłgica, perceptĂ­vel no nĂ­vel de desgastes que ocorrem entre pessoas que tĂȘm diferentes opiniĂ”es sobre o mesmo assunto. Sabe aquela histĂłria de querer ter razĂŁo ou ser feliz?


Pois Ă©, pessoas com alta inteligĂȘncia comportamental sĂŁo aquelas que pertencem ao segundo grupo, compreendendo que estar certo nem sempre significa ser feliz ou conseguir que se chegue a uma solução inteligente e saudĂĄvel para um problema. No centro de suas escolhas estĂĄ um altĂ­ssimo nĂ­vel de autoconhecimento e clareza sobre os valores que determinam suas atitudes.



QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL?

Quem diria que depois de mais de quarenta anos do fim da guerra fria voltarĂ­amos a ver um novo cenĂĄrio de possĂ­vel guerra mundial em nĂ­vel atĂŽmico, promovido por lĂ­deres e potĂȘncias mundiais que colocam seus interesses mesquinhos acima do bem comum?


E, se isso é verdade em cenårio mundial, a cena se repete em famílias e empresas, mudando apenas as dimensÔes que determinam os impactos desse conflito. Todavia, a mentalidade por trås dos conflitos globais é muito similar aos que são vividos em separaçÔes que destroem famílias e conflitos em ambiente de trabalho e entre sócios.


Em todas elas vemos os mesmos fatores centrais: FALTA DE FLEXIBILIDADE COGNITIVA e a INABILIDADE PARA PERCEBER OS PRÓPRIOS COMPORTAMENTOS. Todas as vezes que um conflito se deflagra, no centro dele temos pessoas que tĂȘm a certeza de que estĂŁo certas em seus argumentos e comportamentos, tratando o outro grupo como o responsĂĄvel por todo o problema.


Neste caso, é perceptível a presença de duas grandes inabilidades:

  1. Perceber a si mesmo – sabendo avaliar suas emoçÔes, gatilhos, crenças e valores, bem como as motivaçÔes mais profundas que estĂŁo no centro de nossos padrĂ”es comportamentais;

  2. Se adaptar ao contexto – pessoas com baixa inteligĂȘncia comportamental tendem a ver a vida de forma maniqueĂ­sta, propondo que sempre existe uma resposta baseada em "sim e nĂŁo", "certo e errado" - acreditando que fazem parte do que Ă© certo, belo e justo. Ao pensarem e agirem assim, nĂŁo sĂŁo aptas a construir alternativas e soluçÔes para os problemas que vivem, apresentando comportamentos rĂ­gidos e disfuncionais.



palestrante Eduardo Almeida ao lado da frase: o primeiro benefĂ­cio da inteligĂȘncia comportamental, Ă© promover o diĂĄlogo e a adaptabilidade, formando pessoas, lĂ­deres e profissionais que conseguem ter uma visĂŁo mais ampla dos cenĂĄrios e problemas que enfrentam, fazendo sempre parte da solução e nĂŁo do problema.


Devido Ă  falta de INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL, em minhas dĂ©cadas de atuação no mercado corporativo encontrei um padrĂŁo comportamental curioso e que se repete, em algo similar com o que aconteceu com PARETO. Nas empresas, quando vivenciamos um problema, Ă© observĂĄvel que:

  • 100% dos que criam um problema nĂŁo apresentam possĂ­veis soluçÔes para o problema que criaram;

  • 70% dos que se deparam com o problema nĂŁo trazem nenhum tipo de contribuição para a sua solução;

  • 20% sĂŁo as pessoas que apresentam soluçÔes para os problemas observados;

  • apenas 10% sĂŁo os que nĂŁo apenas resolvem os problemas, mas encontram OPORTUNIDADES OCULTAS nestes problemas.


Ou seja, apenas 10% das pessoas efetivamente apresentam traços de elevada inteligĂȘncia comportamental, sabendo se adaptar ao cenĂĄrio e procurar alternativas e respostas mais ricas para os problemas que sĂŁo enfrentados.


Em um mundo no qual nosso valor deixa de estar nas respostas prontas que temos e passa a se focar em nossa capacidade de fazer perguntas que ainda nĂŁo foram feitas e responder a novos problemas e cenĂĄrios que surgem, a inteligĂȘncia comportamental passa a ser fator chave do sucesso de qualquer empresa ou profissional.


Vivemos em um mundo “BANI” (Brittle: FrĂĄgil, Anxious: Ansioso, Non-linear: NĂŁo linear, Incomprehensible: IncompreensĂ­vel) e neste tipo de sociedade, a adaptabilidade passa a ser fator tĂŁo crĂ­tico quanto foi na era permiana, quando uma grande extinção em massa aconteceu para todas as espĂ©cies que nĂŁo conseguiram se adaptar.


O segundo benefĂ­cio claro da ampliação de nossa inteligĂȘncia comportamental estĂĄ na capacidade de vivermos o que cremos, tendo crenças saudĂĄveis como base de nossa visĂŁo da vida e relacionamentos. Os paĂ­ses com maior Ă­ndice de felicidade e bem-estar do mundo - assim como os maiores Ă­ndices de desenvolvimento humano - tĂȘm em comum um ponto: a capacidade de suas populaçÔes de viverem valores sĂłlidos e orientados ao bem comum.


Uma vez perguntei a um dinamarquĂȘs se as pessoas nĂŁo furavam o metrĂŽ ou pegavam comida nas feiras sem pagar, jĂĄ que nĂŁo existe ninguĂ©m fiscalizando.

E a resposta que tive, bastante desconcertante por sinal, foi: "Nunca faça essa pergunta para um dinamarquĂȘs, pois ela nos parece ofensiva". Ou seja, para eles, apesar de ser Ăłbvio que poderiam fazer o errado, parece ofensivo sequer pensar desta forma.


Hoje, em paĂ­ses desenvolvidos como os Estados Unidos, vemos um fator preocupante acontecendo, tanto no que diz respeito Ă  segurança pĂșblica quando aos Ă­ndices de saĂșde e bem-estar de sua população. Atualmente, 60% da população americana estĂĄ com forte sobrepeso e 40% Ă© efetivamente obesa.


Vimos tambĂ©m o aumento exponencial do uso da maconha, principalmente na California, gerando um crescimento alarmante de problemas de saĂșde mental entre os jovens e a fragilização moral de uma geração inteira. 


Apesar dos EUA serem hoje o paĂ­s mais rico do mundo, estĂĄ clara a decadĂȘncia de seus valores e estilo de vida - que preconiza o individualismo, o hedonismo e o consumo como a resposta para a vida.


Neste cenårio, temos uma população que estå deteriorando e um país que apresenta claros traços de desestruturação econÎmica e social - algo que, em médio prazo, serå a base de sua derrocada. Aí entendemos a diferença entre ser, ter e viver.


Os EUA Ă© um paĂ­s com forte capacidade de gerar riqueza, mas nĂŁo os valores que formaram suas bases hoje praticamente jĂĄ nĂŁo existem mais, promovendo crenças e comportamentos completamente disfuncionais em sua população. Neste sentido, ter INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL Ă© saber fazer escolhas e renĂșncias, sempre levando em conta as consequĂȘncias de nossos comportamentos para nossas vidas, relacionamentos, pessoas que amamos e a sociedade.


Como diria o pai da filosofia taoĂ­sta Lao TsĂ©, “saber e nĂŁo fazer, ainda nĂŁo Ă© saber”, pois o verdadeiro saber se apresenta na forma como agimos e nĂŁo no que dizemos. Em um mundo repleto de estĂ­mulos para o excesso, com ausĂȘncia de valores sĂłlidos, com abundĂąncia de conhecimento e informação, serĂĄ que nĂŁo estĂĄ na hora de aprendermos a ESCOLHER COM SABEDORIA e VIVER NOSSAS ESCOLHAS?


QUAIS SÃO AS BASES DA INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL?

Falar em comportamento implica necessariamente se voltar para as linhas de psicologia que estudaram, por mais de cem anos, este tema. Naturalmente vamos encontrar a origem deste assunto nos estudos de Watson e Skinner, com suas diferentes abordagens do conceito chamado behaviorismo.


O behaviorismo é uma teoria fundamentada na observação do comportamento, tambĂ©m conhecida como comportamentalismo ou psicologia comportamental, desenvolvida nos EUA no inĂ­cio do sĂ©culo XX. Sua principal premissa Ă© de que o comportamento resulta das experiĂȘncias vivenciadas e dos condicionamentos adquiridos ao longo do tempo. apresentando uma metodologia objetiva e cientĂ­fica com comprovação experimental.


Diferentemente da psicanålise, não se propÔe a lidar com conceitos subjetivos como emoçÔes e sentimentos. Tornou-se bastante difundido através do trabalho dos psicólogos

John Broadus Watson (behaviorismo clåssico) e Burrhus Frederic Skinner (behaviorismo radical).


Porém, ainda que importante para entender o comportamento e sua base fisiológica, o behaviorismo peca por um olhar muito mecùnico do ser humano, sendo bastante insensível para a condição humana em toda a sua complexidade. Percebendo essa limitação, surgiriam outras linhas na psicologia que levariam o conceito de comportamento para um outro nível - sendo os principais estudiosos dessa nova abordagem os psicólogos Aaron Beck e Albert Ellis.


Aaron Beck Ă© considerado o "o pai da terapia cognitivo comportamental" - que consiste em intervençÔes que tĂȘm por objetivo a reestruturação cognitiva sobre emoçÔes e comportamentos, ou seja, a compreensĂŁo de quais situaçÔes/experiĂȘncias geraram padrĂ”es comportamentais e como reinterpretĂĄ-las, aprendendo a lidar com emoçÔes e pensamentos negativos, ressignificando situaçÔes e eventos bem especĂ­ficos.


Assim, a INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL busca entender como reagimos frente aos estĂ­mulos, promovendo respostas mais inteligentes e menos programadas. Ou seja, amplia nossa capacidade de reconhecermos os padrĂ”es que hoje atuam, as crenças que estĂŁo em sua base, os gatilhos que deflagram o comportamento, os estados emocionais que sĂŁo gerados, permitindo assim que possamos mudar nossa forma de atuar quando enfrentamos cenĂĄrios que hoje nos roubam potencial e geram comportamentos disfuncionais e tĂłxicos.


Para Aaron Beck, devemos estudar nossos padrĂ”es comportamentais partindo de alguns princĂ­pios, dentre eles a TRÍADE COGNITIVA:


diagrama da tríade cognitiva e explicação verbal dos elementos: visão de si, visão dos outros, visão do futuro

Estas trĂȘs visĂ”es fomentam um sistema de crenças chamado de as TRÊS CRENÇAS CENTRAIS:

  1. DESAMOR: é, basicamente, a sensação de não se sentir amado, não ser merecedor de afeto. Geralmente é acompanhado de sentimentos de solidão, rejeição e desconexão emocional - o que pode criar dificuldades para se abrir a relacionamentos mais íntimos e profundos;

  2. DESVALOR: estĂĄ diretamente relacionada à falta de autoestima e autoconfiança, gerando sentimentos de inadequação, insuficiĂȘncia ou incompetĂȘncia - o que faz com que a pessoa busque constantemente a validação externa, sinta-se inferiorizada com frequĂȘncia e/ou torne-se um perfeccionista.

  3. DESAMPARO: essa crença tem por caracterĂ­stica a sensação de impotĂȘncia diante da vida e dos seus desafios, como se o controle de sua prĂłpria existĂȘncia estivesse fora de seu alcance (locus externo). O resultado pode ser dificuldade na resolução de problemas e tomada de decisĂ”es, tendĂȘncia ao vitimismo e conformidade exacerbada.


Quando tudo isso se junta, temos o chamado CICLO COMPORTAMENTAL: PENSAMENTO, SENTIMENTO e COMPORTAMENTO (AÇÃO).



PENSAMENTO - como representamos mentalmente as informaçÔes; 

SENTIMENTO - é atrelado ao pensamento e, a partir dele gera sensaçÔes;

AÇÃO - gerada com base nos sentimentos, Ă© o resultado final do ciclo e o ponto de partida que vai gerar novos pensamentos.


Estes trĂȘs sĂŁo interligados e interdependentes, ou seja, formam um ciclo em que um leva ao outro e, juntos, determinam comportamentos, açÔes e maneiras de se relacionar.

 

Como os pensamentos tendem a seguir um padrão - e padrÔes podem ser trabalhados e modificados - trabalhar nesse sentido é uma das formas mais eficazes para obter melhores resultados na vida em geral, pois ao modificar os padrÔes de pensamento o resultado final é a modificação de todo o seu MODELO MENTAL (MINDSET).



OUTRAS INFLUÊNCIAS NO ESTUDO DA INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL

AlĂ©m da escola COGNITIVO COMPORTAMENTAL, a inteligĂȘncia comportamental vai buscar suas bases na PNL – PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA, na PSICOLOGIA POSITIVA e na PSICOLOGIA EXISTENCIAL.


SĂł que, diferente das abordagens clĂ­nicas, a inteligĂȘncia comportamental nĂŁo tem por objetivo “tratar ou curar” patologias e problemas psicolĂłgicos, mas sim desenvolver HABILIDADES COMPORTAMENTAIS QUE PROMOVAM O GANHO DE PERFORMANCE PARA A VIDA.


Ou seja, ela Ă© orientada para aprimorar nossa forma de agirmos em nossas relaçÔes ao invĂ©s de tentar resolver os enormes problemas criados por uma vida com baixa inteligĂȘncia comportamental. Segundo os estudos de Martin Seligman na psicologia positiva, ficou claro que nestes cem anos de psicologia, o foco foi muito mais orientado para a patologia e a correção de problemas da mente humana, do que no DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL.


Portanto, a INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL surge com um objetivo claro e muito bem definido: utilizar todo esse entendimento sobre a psique, fisiologia e comportamento humano para propor uma metodologia de desenvolvimento humano integral. Ela visa permitir que cada pessoa possa entender e modelar seus comportamentos para perseguir e sustentar os melhores resultados em sua vida, relacionamentos e carreira.


Afinal, quem consegue entender a si mesmo e transformar seus comportamentos tem em suas mãos a chave para abrir todas as portas do mundo. Isso é o que aprendemos observando a vida dos maiores líderes, atletas, artistas e seres humanos que nos inspiram com seus resultados que são, sem exceção, fruto de seus comportamentos.



COMO DESENVOLVER INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL?

A regra Ă© clara desde o tempo do filĂłsofo SĂłcrates: “conhece-te a ti mesmo e conhecerĂĄs o universo e os deuses”. Esse "conhece-te" Ă© redundante e criticado por filĂłsofos como Leandro Carnal pois, em sua visĂŁo, o certo seria “conhece a ti mesmo”.


PorĂ©m, o sentido oculto traduz a ideia da necessidade de uma metodologia para “conhecer-se”, sabendo como analisar quem se Ă© e, por meio deste trabalho, alcançar o impossĂ­vel.

E aqui está a resposta para a questão "COMO DESENVOLVER INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL"?


É importante frisar que sim, Ă© possĂ­vel se tornar comportamentalmente inteligente desenvolvendo comportamentos mais assertivos, seguros e equilibrados. AliĂĄs, esta foi a tese proposta pelo psicĂłlogo Skinner, que teve Ăłtimos resultados na transformação do comportamento de jovens delinquentes, ao promover o autoconhecimento e o estĂ­mulo positivo para a mudança comportamental.


Skinner percebeu que a recompensa e o reconhecimento da melhoria sĂŁo muito superiores aos estĂ­mulos punitivos. PorĂ©m, o seu trabalho lembra muito o de “adestramento” - jĂĄ que nĂŁo envolve o ponto mais importante que sustenta essa transformação que Ă©, para a inteligĂȘncia comportamental, o AUTOCONHECIMENTO.


Somente quem se conhece em profundidade pode entender quem Ă©, como tende a agir frente aos desafios e estĂ­mulos da vida, sabendo como transformar a maneira como age, libertando-se das amarras dos condicionamentos nocivos.


Infelizmente, no mundo atual, menos de 10% das pessoas tĂȘm tal nĂ­vel de autoconhecimento, sendo fortemente suscetĂ­veis Ă  ação de padrĂ”es comportamentais disfuncionais e tĂłxicos. Neste sentido, o trabalho proposto pelos psicĂłlogos Joseph Luft e Harrington Ingham em sua JANELA DE JOHARI, Ă© o inĂ­cio de todo o processo.


A Janela de Johari Ă© uma ferramenta de autoconhecimento e comunicação interpessoal que permite visualizar a percepção que as pessoas tĂȘm de si mesmas e a forma como os outros as veem. É representada por um quadro dividido em quatro quadrantes, que sĂŁo definidos a partir da intersecção de dois eixos:


Esquema da Janela de Johari composto por: ĂĄrea aberta, ĂĄrea cega, ĂĄrea oculta e ĂĄrea desconhecida

  • O eixo horizontal divide-se em dois quadrantes, um para o que Ă© conhecido e outro para o que Ă© desconhecido pela pessoa.

  • O eixo vertical tambĂ©m se divide em dois quadrantes, mas estĂĄ relacionado com a visĂŁo do grupo (os outros), ou seja, o que Ă© reconhecido e desconhecido pelo grupo sobre a pessoa. 


A partir da anĂĄlise das respostas da Janela de Johari, Ă© possĂ­vel entender a imagem que os outros tĂȘm de vocĂȘ e o que gostaria de mudar. Quando olhamos a Janela de Johari de uma pessoa com alta INTELIGÊNCIA COMPORTAMENTAL, vemos a ĂĄrea aberta (eu ABERTO ou arena) fortemente expandida - jĂĄ que ela consegue facilmente identificar seus pontos cegos, ĂĄreas ocultas e tem pouca resistĂȘncia a trabalhar novas habilidades ou desafios.



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Entre as tĂ©cnicas e ferramentas que vocĂȘ irĂĄ aprender estĂŁo:

  • PERFIL COMPORTAMENTAL DNA PERSONA;

  • MBTI;

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  • TESTE DE FORÇAS PESSOAIS (HIGH 5);

  • TESTE DE MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS;

  • TESTE DE PERFIL DE CARREIRA HOLLAND;

  • PROPÓSITO DE VIDA (IKIGAI);

  • PERFIL DE LIDERANÇA;

  • ARQUÉTIPO DE FALA;

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imagem do palestrante de educação comportamental Eduardo Almeida

É introdutor da filosofia IKIGAI no Brasil e a maior autoridade do assunto em nosso paĂ­s. Especialista em educação corporativa, com ĂȘnfase nos temas da inteligĂȘncia e educação comportamental, inteligĂȘncia emocional e autoconhecimento aplicado.

Atua por meio de palestras, workshops, team building, cursos de formação, mentoria e coaching comportamental, sendo o criador da escola de REEDUCAÇÃO EMOCIONAL COMPORTAMENTAL.

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